Competência/Incompetência

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Competência/Incompetência

Mensagem  Burrosoueu em Qua Jun 30, 2010 8:21 am

É suposto os sindicatos, ainda para mais reunidos numa frente comum, terem ideias claras, know how como mobilizar trabalhadores - supostamente os dinossaurios que se mantêm à frente deles estão lá porque sabem muito - e manha e imaginação para galvanizar de várias formas quem representam.
Depois de ver a missa fúnebre, a que assisti na tv, sinto vergonha.
Mais parecia que todos estavam a rezar o terço, quando na realidade estavam a repetir palavras de ordem a ritmo rezado.
Srs. Dirigentes sindicais, ponham a mão na consciência e admitam que não têm credibilidade, capacidade de liderança, ideias inovadoras, uma inércia infindável que lhes cola os rabos nas cadeiras das sedes que os impede de realizar um trabalho esclarecido e esclarecedor de mobilização dos trabalhadores nos locais de trabalho. Até o local de manif foi mal escolhido. Se a vossa memória é curta o mesmo não acontece com os trabalhadores que ainda não esqueceram das tristes figuras de uma das organizações quando da OPA Sonae.
Enfim, um fim de linha dos coveiros do sindicalismo dentro da PT, que deviam ter consciência disso e dar o lugar a quem queira trabalhar com seriedade, dinamismo e que possua a força suficiente para recomeçar, é disso que se trata.


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Re: Competência/Incompetência

Mensagem  Gonçalves em Qua Jul 07, 2010 4:58 pm

DIREITOS ESPECIAIS DAS ACÇÕES TIPO A “TRAVARAM” A OFERTA DA
TELEFÓNICA PARA COMPRA DE 50% DA BRASILCEL À PT

ALGUNS ACCIONISTAS NACIONAIS QUE APÓS A DERROTA DA OPA DA SONAECOM
DEFENDIAM O REFORÇO DO CAPITAL PORTUGUÊS NA PT (BES, ONGOING e VISABEIRA)
AFINAL VENDIAM A HONRA E O FUTURO À TELEFÓNICA.

EM 30 DE JUNHO, FICÁMOS A SABER QUE 7150 MILHÕES DE EUROS ERA O PREÇO.

Os trabalhadores da PT continuam a acompanhar com expectativa e preocupação a tentativa de
aquisição feita pela Telefónica de Espanha para a compra dos 50% da PT na Brasilcel que, por sua
vez, detém a maioria do capital da VIVO, no Brasil (60%).

A CT que sempre defendeu, quer junto do MOPTC (tutela funcional) quer em reunião com o Eng.º
Zeinal Bava, realizada a 18 de Junho, que o Governo poderia vetar o negócio através dos poderes
especiais das 500 acções tipo A ao abrigo do artigo 15º dos Estatutos da PT, SGPS, congratula-se
com o resultado da Assembleia Geral da PT do passado dia 30 de Junho. Ganhou-se uma
Batalha, outras se seguirão depois da decisão do Tribunal Europeu.

Quando no passado dia 1 de Junho, o CA da Portugal Telecom reuniu e convocou uma Assembleia
Geral de accionistas para deliberar sobre a aprovação ou rejeição da oferta de aquisição de 50% da
Brasilcel por 6,5 mil milhões de euros ou um preço mais elevado que viesse eventualmente a ser
oferecido pela Telefónica (“Oferta”) transferiu, e bem, a decisão para os accionistas (donos da PT).
No dia 29 de Junho, a Telefónica, com a arrogância do seu poder financeiro, reviu a Oferta, e
apresentou um novo preço de 7150 milhões de euros e pensou que o negócio era “favas contadas”.
Este valor foi suficiente para alguns que “andaram a bater no peito” quando falavam do interesse
nacional e do projecto estratégico da PT, aceitaram vender e mutilar o futuro da PT passando de
“ferozes” opositores a “fiéis” seguidores. Felizmente nem todos se vergaram ao poder do dinheiro.
Embora na Assembleia Geral do dia 30 de Junho, com um quórum deliberativo de 62,9%, o sim à
venda tivesse obtido 73,9% dos votos expressos (caso o BES, ONGOING e VISABEIRA votassem
contra a oferta da TELEFÓNICA o SIM à venda tinha obtido somente 43,3% e o NÃO 56,7%), o
Presidente da Mesa considerando, e bem, que a presente deliberação não poderia ser aprovada
contra o voto das acções da categoria A (o Prof. Doutor Meneses Cordeiro referiu que pediu
pareceres a jurisconsultos da Universidade do Porto, Coimbra e Lisboa, todos validaram à
sua interpretação dos Estatutos da PT). Como o representante do Accionista Estado votou contra
a proposta da Telefónica esta foi rejeitada e o negócio ficou sem efeito.

Inexplicavelmente, ou talvez não, o CA da PT veio, logo a correr, dizer que considerava ser
necessário clarificar determinados aspectos legais, pelo que iria solicitar pareceres jurídicos para o
efeito. Esta posição não só enfraquece a Administração como é um desrespeito ao Governo que
representa o accionista Estado, tão útil, quando permite que o BES e mais alguns, com uma minoria
do capital da PT, sejam donos e senhores, nomeadamente na escolha dos amigos para a CE e tão
inconveniente quando defende o interesse nacional. A CT lembra que só entre 2007 e 2010 o BES
recebeu da PT cerca de 640 milhões de euros em remuneração accionista.

Contra a destruição do Grupo PT pela defesa dos postos de trabalho, dos direitos e interesses dos
trabalhadores, dos Fundos de Pensões da PTC e dos Planos de Saúde da PT, a CT continua a
defender uma PT com escala, que alimente a engenharia e inovação portuguesas e esteja ao
serviço da Economia Nacional e dos utentes através do controlo directo ou indirecto do Estado.

Gonçalves
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